PIOLHOS E ATORES

Piolhos e Atores, fala-nos de Rios e Solano, dois atores cómicos ambulantes, perdidos no tempo e no espaço e que se reencontram num palco de hoje, no “aqui e agora da representação teatral.
Chegam ao teatro carregando um velho baú que contem todo o seu aparato teatral. Têm de apresentar ao público um espetáculo, mas as dúvidas, temores e inquietações que os atormentam, interrompem e atrasam constantemente a representação.
Recorrendo a diversos planos e dimensões no jogo da interpretação, a peça constitui uma reflexão sobre o ofício do ator, sobre a condição do espectador e sobre a necessidade humana de perdurar, de deixar uma marca, tornando-se assim uma metáfora da precariedade da própria condição humana.
Esta peça é uma reflexão metateatral que pretende demostrar que a essência do teatro reside no encontro entre e o ator e o espectador e que, sem estas duas componentes, não existe teatro.

interpretação: Ângelo Castanheira e Carlos Henriques
figurinos: Tucha Martins
cenografia e encenação. Victor Valente