O Carro dos Loucos

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O Carro dos Loucos é um espectáculo teatral de rua, pluridisciplinar, tendo como personagens bobos, truões e chocarreiros medievais. Tentando ser fiel à época, passa para além da reprodução, entrando no imaginário do que poderia ter sido este grupo de artistas vindos cada um de seu lado e que se encontraram, por um acaso, juntando o que cada um sabe fazer. Ninguém sabe donde cada um veio; não sabem para onde vão. Calcorreiam as estradas, de terra em terra, de feira em feira.“O Carro” assume-se como um espectáculo de “variedades” onde corcundas, gordos, tolos e outros “anormais” característicos do divertimento medieval executam, dentro dum conceito teatral (onde a palavra, sem ser preponderante, também tem o seu lugar), as suas “habilidades”: malabarismo, bonifrates, magia, música, canto, etc.As personagens do carro vêm de diversas proveniências e com diversos saberes e percursos pessoais / culturais. São um grupo de desgraçados “sem eira nem beira”, artistas ambulantes, vindos das profundezas da nossa imaginação. Como loucos e visionários tudo lhes é permitido. Na estrada e na vida são possuidores duma cultura simultaneamente popular e erudita. No “Carro dos Loucos” mistura-se o teatro com a música, com as artes do circo, com a magia, com a dança, num quase, como costumamos dizer, “novo circo medieval”, divertido e interveniente.

Deslocam-se numa carroça que transporta as suas “tralhas” e lhes serve de palco. Tudo serve para fazer música, desde a frigideira à vassoura, dos guizos das cabras aos instrumentos que ainda ninguém conhece.

No meio da sua “patetice”têm a capacidade de antever o futuro e, deste modo, trazerem modernidade a um espectáculo que pretende despertar no espectador esse imaginário artístico medieval, aquilo que, mesmo não tendo acontecido, poderia acontecer, numa proposta em que se preza, sobretudo, o divertimento.

Tendo como marca a carroça, objecto de cena altamente elaborado do ponto de vista técnico e estético (assim como os figurinos e adereços) o “Carro” parte pelo imaginário da Idade Média. Não sabemos se foi exactamente assim… sabemos que, no contexto em que o espectáculo se insere, poderia ter sido.

Além do mais estamos no campo da arte!