Dois perdidos numa noite suja

Tonho e Paco, coabitam um quarto barato, uma espelunca, como dizem, e trabalham como carregadores de mercado. Toda a história centra-se sobre os sapatos de cada um, “uns sapatos bué de fixes” e uns sapatos velhos e rotos”, sendo estes o motor dramático da peça e gerador de todos os conflitos. “Dois perdidos numa noite suja” inclui-se na corrente do teatro realista brasileiro da década de 60, sendo o autor, falecido em 1999, um dos mais importantes dramaturgos brasileiros do século XX.
Para além de traduzida e representada por esse mundo fora, esta peça já teve duas versões cinematográficas.
2 PERDIDOS NUMA NOITE SUJA
de Plínio Marcos
Ângelo Castanheira e Mário Rui Filipe
figurinos:Tucha Martins
espaço cénico e encenação: Victor Valente
estreada em Março de 2011 no Lagar comTempo
Plínio Marcos nasceu em Santos em 1935. Foi, entre outras coisas, dramaturgo, ator, jornalista, tarólogo, técnico de elevisão, jogador de futebol e palhaço.
Aos 22 anos escreve a sua primeira peça, “Barrela”. Em 1966 escreve “Dois perdidos numa noite suja” onde ele próprio é ator. Autor perseguido pela ditadura brasileira viu, por diversas vezes, as suas peças proibidas e censuradas e chegou mesmo a ser preso.
Os escritos de Plínio Marcos notabilizam-se pela ousadia linguística conseguindo combinar a gíria dos “malandros” com um texto rigorosamente literário.
Plínio Marcos viria a falecer em 1999.