Mário Moutinho no Lagar

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Sexta feira, 28 de Novembro, 21:30. Entrada livre
Mário Moutinho faz-nos uma visita para contar as suas histórias de teatro.

 

“O Contador de histórias conta histórias de teatro” é uma
performance/tertúlia onde Mário Moutinho vive/recorda o seu percurso artístico através de algumas das muitas histórias por ele vividas. A proposta tem a ver com as histórias contadas por Raul Solnado nos últimos anos da sua vida artística? Ou com as mais contemporâneas performances de Rui Catalão “Dentro das palavras” e a mais recente “Avenida dos bons amigos”? Claramente, não. Ele confirma, mas reconhece as influências. Tudo começou em Ciudad Rodrigo, numa esplanada da Plaza Mayor, num desafio lançado por Nuno Ricou após uma amena cavaqueira com actores e produtores portugueses e espanhóis: “Vais integrar a minha próxima programação de contadores de histórias”. Aí começa a ganhar forma “O Contador de histórias conta histórias de teatro” na sua actual estrutura. É muito mais uma conversa do que uma performance, não tem um guião rígido, não se sabe por onde vai, até porque na parte final o público é convidado a intervir. (Ana Lord)

Quem é Mário Moutinho

Tem formação artística na área do cinema, mas foi no teatro que desenvolveu grande parte da sua carreira, tendo também experiência profissional nas áreas da televisão, rádio, produção e animação sócio-cultural.
Entre 2005 e 2013 foi director artístico do FITEI Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica.
Fundou duas companhias teatrais na cidade do Porto: TAI (1977/1985), onde participou como actor, encenador, autor e co-autor; e Teatro de Marionetas do Porto, onde trabalhou como actor/manipulador, autor de textos e coordenador de produção. Foi director de produção da companhia desde 1993 até 2001 e é membro da sua direcção.
Como criador de vídeos de cena, encenador, assistente de encenação, autor e actor, colaborou com diversas companhias da cidade do Porto (Seiva Trupe, Art’Imagem, Teatro Bruto, Teatro Só, Visões Úteis, Balleteatro, Ensemble, etc.) tendo trabalhado com inúmeros encenadores, entre os quais Carlos Avilez, de quem foi
assistente, Alberto Bokos, Júlio Castronuovo, Roberto Lage, Roberto Merino, Júlio Cardoso, José Caldas, João Paulo Seara Cardoso, Fernanda Lapa, Fernando Gomes, José Leitão, José Carretas, Norberto Barroca, Castro Guedes, José Topa e Claire Binyon.
No cinema, trabalhou como actor em filmes de Manuel de Oliveira, António Pedro Vasconcelos, João Mário Grilo, José Fonseca e Costa, Fernando Rocha, Jean Claude Biette, André Abet e Paulo Rocha. Realizou os filmes ‘A História da Carochinha’, ‘Lugar Comum ́ e ‘Making of Coisas e Loiças’. Foi estagiário no filme ‘Chimères’. Realizou inúmeros spots para televisão, produziu filmes de André Delhaye e Paulo Castro.
Como actor participou em inúmeras curtas-metragens, nomeadamente de Saguenail e Regina Guimarães. Foi
assistente de produção no Porto do filme italiano Marcelo Mastroanni Autorritrato de Anna Maria Tatto.
Na televisão foi actor permanente na série ‘Clube Paraíso’ sob a direcção artística de Paulo Grisolli e actor principal em ‘Os Andrades’ sob a direcção de António Moura Ramos. Participou ainda nas séries ‘Major Alvega’, ‘Almeida Garrtet’, ‘Triângulo Jota, ‘Mulheres de Abril’ e ‘Elsa’, e nas séries para crianças ‘Contos
das Mil e Uma Noites’, ‘Mopi’, ‘A Árvore dos Patafúrdios’, ‘Os Amigos do Gaspar’ e ‘No Tempo dos Afonsinhos’.
Alguns dos seus últimos trabalhos no teatro foram ‘Histórias do Fim da Rua’ como autor da versão cénica e encenador, a ópera‘A Árvore dos Sonhos’, como autor do libreto e encenador, ‘Quem conta um conto’, que integrou as comunidades imigrantes na cidade do Porto, como director artístico e,ainda mais recentemente, como criador e encenador de espectáculos baseados nas músicas de João Loio, encenador da ópera ‘Flauta Mágica’de Mozart e autor da ideia original da ‘Sinfonia Erasmus’.
Foi director de programação do Coliseu do Porto entre Novembro de1989 e Novembro de1991 e director de produção de Apiarte e do Teatro de Marionetas do Porto. Trabalhou com artistas plásticos portugueses e estrangeiros na criação de video-arte. Organizou exposições de video-instalações, mostras de video e festivais de cinema independente, como o Juvecine, coordenou o sector video das Jornadas de Arte Contemporânea. Foi técnico de animação cultural no FAOJ/Instituto da Juventude e locutor/realizador radiofónico.